Textos:: Todos > Prosa Poética
A VIDA É CHEIA DESSAS COISAS
Sei da ausência
Ouço um trinar sombrio - os eriçados me aconselham - Tiro a cartola do coelho e ele a sorrir Mas, já é alvorada. Nem sequer uma segunda tentativa Amuradas em tratativa, em conluio Confabulando, formando maligno gel sobre a pequenina paz (aquela paz, lembra?) Óculos de sol, alvo aspecto, átimo primaveril. Ser gentil com a vida é a chave, é a lida, a linda lição Não a querer, não a sofrer... viver Afogar-se no agonizante mosto e sibilar Não arfando, não desdizendo, só tremendo De enjôo, de asco, de felicidade... Não lhe dá vontade?
Cesar Poletto
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Publicado em 31/10/2009 às 12h14
Música: Hungarian Dance Number 5 - Johannes Brahms
Comentários
|